O texto fala um pouco da carreira e das opiniões de um dos maiores cronistas esportivos da história do jornalismo brasileiro.
Entrevista com o jornalista Fernando Calazans:
- Jornalista Esportivo há 43 anos, começou a trabalhar no Jornal Brasil em 1968 a convite do amigo José Trajano. Depois, foi convidado pelo João Máximo (atual colunista do Globo) a trabalhar no extinto Correio da Manhã – e foi por lá que cobriu sua primeira Copa do Mundo, a de 1970. Logo depois ele volta pro Globo, volta pro JB e definitivamente em 1988 vem pro Globo e lá está até hoje.
Algumas perguntas feitas a ele:
- Quais são as principais mudanças do jornalismo ao longo do tempo?
- O quanto importante foi começar no JB, jornal que na época revolucionou o modo de se fazer jornal no Brasil?
- Toda importância, pois se dava mais importância a matéria humana, elaborando mais o texto. E também pelo fato de ter grandes craques do jornalismo como José Trajano, João Máximo, Armando Nogueira, entre outros.
- O futebol foi a influência pra você entrar no jornalismo?
- Foi a principal, sem dúvidas, eu ia muito à estádio, na arquibancada e hoje torna-se esse espetáculo.
- E tecnicamente, o futebol mudou muito?
- Sem dúvida. Depois que o Brasil perdeu a copa de 82, criou-se a ideia de que jogar bem é jogar feio, então trocamos a técnica do jogador pela força e nas categorias de base dão mais valor a um volante que sabe marcar do que o jogador franzino mas que joga bola. O futebol caiu muito por conta disso. Em compensação, os Europeus que vislumbravam o futebol brasileiro, hoje estão jogando melhor o que nós ensinamos pra ele. Tomara que o Brasil volte a ser o que é, com jogadores de boa qualidade surgindo aí.
- O futebol da América do Sul cresceu ou Brasil piorou?
- Sem dúvida o Brasil piorou, o Uruguai melhorou um pouco, porém seleções como Venezuela, Peru, não são melhores que nos últimos tempos.
- Qual a sua opinião sobre a copa do mundo de 2014 no Brasil?
- A copa que não ia ter dinheiro público, o que já algo ruim, ainda preocupa mais se não deixar o chamado legado e construção de estádios faraônicos, mas então é um absurdo que um país que esteja precisando de tantas coisas gaste tanto dinheiro com copa. Mas já que terá, temos que aproveitar e fazê-la bem e temos que tomar conta.
Fernando Calazans sempre muito sensato, a entrevista ficou ótima. Concordo em gênero, número e grao com quase tudo que ele falou, principalmente com relação à Copa de 2014.
ResponderExcluirEntrevista muito boa,parabens rapaz!!!!
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