14/09/2012

Brasil Futebol Clube

Vamos falar mais dos problemas dos clubes brasileiros? Vamos realmente discutir futebol?

Ta aí, como prometido, mais discussões sobre o futebol brasileiro!
Vamos fazer disso uma grande conversa!
Leiam e aproveitem.


Era uma vez o Clube dos Treze... Sim, era uma vez! Há 2 anos - pros desmemoriados – a organização dos clubes brasileiros praticamente se desfez. Clubes como Flamengo, Corinthians saíram dessa “parceria”. Essas duas instituições – ou entidades, como bem citou Caio Cidini – foram em busca de algo melhor para eles: ganhar uma enorme quantia em direitos de imagem.  Se não tivéssemos um futebol tão equilibrado viraríamos o futebol espanhol: em que Barcelona e Real são soberanos. Graças aos deuses do futebol isso não aconteceu ainda. Mas se não mudarmos será apenas questão de tempo.  

Os nossos dirigentes deveriam se espelhar, talvez, no futebol inglês - não nas suas questões culturais, como, por exemplo, estádio sem grades e todos os torcedores quietos, por que isso não existe, não devemos copiar cultura. Mas deveríamos nos inspirar na organização do campeonato inglês, em que os clubes determinam como funciona toda estrutura. Os lucros também vão para os clubes, quer melhor coisa que isso, na lógica dos homens! Logicamente alguns clubes se destacam, pelo seu histórico e tradição (Manchester United, Liverpool, Arsenal) ou por milionários que investem milhões neles (Chelsea, Manchester City).

Não devemos nos tornar um paraíso fiscal, para milionários, muito menos copiarmos um estilo de futebol. Temos que impor regras, a partir das especificidades da nossa cultura. E assim, quem sabe, talvez, nosso campeonato se torne realmente visado.   

Outro fato importante – e que o Caio também ressaltou – é que os dirigentes PRECISAM ver os clubes de futebol, não só como uma empresa organizada, fria e que os torcedores são clientes. Mas também, entender o valor cultural de um clube de futebol, suas especificidades e paixão que envolve. Veja bem, não estou dizendo que a administração deva ser feita de forma apaixonada, pois não daria certo – e nunca deu, vide os times cariocas. Estou aqui afirmando que o olhar do clube para com o torcedor deve ser diferenciado, algo mais personalizado, pessoal, direto! Sinto falta disso nos nossos clubes.

Devemos enquanto amantes do futebol buscar isso nos nossos respectivos clubes. Quer melhor investimento do que um torcedor de futebol, que em qualquer fase do clube está o torcedor, na chuva ou no sol, na alegria ou na tristeza – é quase um casamento. Dirigentes, precisamos que vocês olhem pros nossos clubes como um patrimônio da cultura brasileira. E assim, faremos do Brasil o real país do futebol, ou não, mas pelo menos tentaremos.         

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