04/09/2012

Quanto custa um ídolo?


Hoje é um dia especial, pois o Futparaloucos está com mais um integrante. O nome dele é Caio Cidini. Também estudante de jornalismo na PUC-Rio, ele vem para somar e escrever coisas inovadoras e sair do óbvio!


Poderia começar a escreve aqui com um tema mais concreto, ou até uma apresentação. Mas não posso deixar passar. O título também engana, não vamos falar de dinheiro, mas de algo mais importante que isso: a aura do futebol.

O esporte bretão é o que é pela simplicidade, qualquer pessoa é capaz de entender e jogar sem muito esforço. Porém, há duas "colunas" que o sustetam impulsionam. Primeiro é a identificação. O ser humano naturalmente se junta aos parecidos, gostamos disso. No futebol essa identificação se expressa nos clubes. Quantas vezes não abrimos um sorriso ao ver um desconhecido com a camisa do seu — sim, seu — time no ônibus? Nos identificamos com uma entidade que possui outros identificados e assim o futebol vai vivendo.

A segunda "coluna" é o ídolo. Personagem que permeia a saga humana na terra desde sempre. De Ulisses ao Homem-Aranha, passando por Che Guevara e atletas. Pois é, o atleta é idolatrado(graças a Deus, pois o futebol é a coisa mais importante entre a menos importantes da vida, merece idolatria, paixão, dinheiro, tudo). Eles são alvo de idolatria porque são capazes de nos representar e fazer o que não está ao nosso alcance. Aí você se pergunta: e agora, José?

Bem, pode soar piegas, mas admiro o futebol romântico — talvez falte mais romantismo e profundidade na cobertura esportiva atualmente, mas é assunto para outro dia. E dentro do meu romantismo futebolístico, penso: como pode um clube se sujeitar a Adrianos, Jóbsons e tantos outros? Pelé só é Pelé porque existe o Santos. Flamengo só é Flamengo porque existe o Zico. Um ídolo — ou candidatos a — não deve macular a imagem de um clube, pelo contrário, deve aproveitar do prestígio da instituição e prestigiá-la.

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A tempo: Garrincha e Romário não foram exemplos de profissionalismo, foram o herói brasileiro, talentoso, despreocupado e etc. No entanto, nunca se puseram acima de clubes, só de muitos cabeças de bagre por aí.

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