Será que os nossos clubes estão preparados para acompanhar o Brasil em seu desenvolvimento?
O Caio começou a discussão e continuarei amanhã! Comentem e acompanhem!
O futebol brasileiro quer
pular etapas. Os cartolas, federações e até governos querem transformar o
futebol em evento (sim, mais do que já é) com arenas multiusos, modelo de
sucesso nos esportes americanos e futebol europeu. Mas e a profissionalização?
Não é apenas ter contrato, mover cifras milionárias e construir centros de
treinamento. É tornar mais longínqua e digna as instituições responsáveis por
essa alegria: os clubes.
Eles precisam ser
conservados como patrimônios. Cada um carrega consigo um regionalidade, a
história de uma cidade, bairro e consequentemente do país. Os clubes possuem
representatividade tão forte que conquistaram status como os da escola,
comunidade religiosa e etc. É uma instituição que permeia a formação de
opinião, caráter e identidade dos indivíduos.
Você pode concordar comigo,
talvez até seu pai concorde, mas, pena que os próprios dirigentes dos clubes
não. Ingressos caros, artimanhas políticas que ferem a democracia – e o
sentimento de milhares de pessoas. Os agravantes e sinais de amadorismo são
eternos e numerosos. Antes de tornar uma partida de futebol “No” evento do dia
para o torcedor, é preciso dar estrutura e organização, profissional com os
jogadores e tratamento dos adeptos fiéis, que levam no peito o orgulho de
torcer. Se nem mesmo quem dirige cuida e respeita o clube, quem mais os fará?
O tema acaba sendo batido,
peço perdão, mas é preciso alertar: não caíamos nas ilusões dos estádios, CTs,
ônibus e campanhas. Nada será 100% verdadeiro e efetivo antes que se mude a
mentalidade bairrista-elitista que predomina nos conselhos dos clubes cariocas.
Não são palavras de um esquerdista revolucionário e nem de um torcedor
apaixonado, mas, de alguém que teme o pior. O futebol é vida e precisa ser
visto e tratado como.
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