13/09/2012

Um passo de cada vez



Será que os nossos clubes estão preparados para acompanhar o Brasil em seu desenvolvimento? 

  O Caio começou a discussão e continuarei amanhã! Comentem e acompanhem!  




O futebol brasileiro quer pular etapas. Os cartolas, federações e até governos querem transformar o futebol em evento (sim, mais do que já é) com arenas multiusos, modelo de sucesso nos esportes americanos e futebol europeu. Mas e a profissionalização? Não é apenas ter contrato, mover cifras milionárias e construir centros de treinamento. É tornar mais longínqua e digna as instituições responsáveis por essa alegria: os clubes.

Eles precisam ser conservados como patrimônios. Cada um carrega consigo um regionalidade, a história de uma cidade, bairro e consequentemente do país. Os clubes possuem representatividade tão forte que conquistaram status como os da escola, comunidade religiosa e etc. É uma instituição que permeia a formação de opinião, caráter e identidade dos indivíduos.

Você pode concordar comigo, talvez até seu pai concorde, mas, pena que os próprios dirigentes dos clubes não. Ingressos caros, artimanhas políticas que ferem a democracia – e o sentimento de milhares de pessoas. Os agravantes e sinais de amadorismo são eternos e numerosos. Antes de tornar uma partida de futebol “No” evento do dia para o torcedor, é preciso dar estrutura e organização, profissional com os jogadores e tratamento dos adeptos fiéis, que levam no peito o orgulho de torcer. Se nem mesmo quem dirige cuida e respeita o clube, quem mais os fará?

O tema acaba sendo batido, peço perdão, mas é preciso alertar: não caíamos nas ilusões dos estádios, CTs, ônibus e campanhas. Nada será 100% verdadeiro e efetivo antes que se mude a mentalidade bairrista-elitista que predomina nos conselhos dos clubes cariocas. Não são palavras de um esquerdista revolucionário e nem de um torcedor apaixonado, mas, de alguém que teme o pior. O futebol é vida e precisa ser visto e tratado como.

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