Curtam também o samba da Beija-Flor de 1989 ao qual a crônica faz menção!
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| Sapucaí, em 1989 quando a Beija-Flor passou |
Leia e responda: O que você acha?
O
título é uma adaptação de um dos melhores sambas da história do carnaval
carioca, Ratos e urubus,
larguem minha fantasia (Beija-Flor,
1989). Também se faz presente em uma faixa no Pico, aglomerado de casas no alto
do Santa Marta, com "Ratos e urubus, larguem meu Santa Marta", em
protesto a remoção que o governo da cidade pretende fazer. No quão
politicamente correto - e chato - os poderosos querem transformar o futebol?
Não bastasse as entrevistas coletivas e respostas pragmáticas dos
jogadores e cartolas, a negação da comemoração do maior momento do esporte,
agora querem censurar a torcida e os jogadores.
No episódio mais antigo, vimos a suspensão de
Loco Abreu. Depois de responder a torcida do flamengo - diga-se de passagem,
sem grosseria nenhuma - num jogo em Santa Catarina, o uruguaio foi suspenso por
uma partida. Não, odeio saudosismo, até porque nem tive idade para ver o auge
dos fanfarrões Renato Gaúcho, Romário, Edmundo, Túlio Maravilha e outros que se
destacaram pelas declarações e falta de papas na língua. Mas me incomodo mais
com a , desculpe o termo, cagação de regras que permeia o futebol atualmente.
Na semana que se passou tivemos dois casos
envolvendo a arbitragem. Na série B, Marcelo de Lima Henrique, e nos Aflitos,
Leandro Vuaden, se recusaram a dar início a partida devido a protestos da
torcida contra os homens do apito brasileiro. Não pode vaiar, não pode
protestar...teremos que parar de xingar? O torcedor, a partir do momento
que compra o ingresso, tem o direito de agir da maneira que quiser, desde que
não haja violência e intolerância racial, sexual e de qualquer outra dimensão.
Porque? Simples, o futebol é a válvula de escape de milhões de pessoas que
acordam às 4 da manhã e trabalham como nunca para poder comprar pão.
Ópio do povo? Ignorância e, desculpe mais uma
vez, cagação de regras de quem se considera acima de qualquer um. O esporte é
um âmbito da vida, importantíssimo, tal como educação, economia, politica,
religião, amor e etc. Ele é inerente ao homem e portanto é necessário. Voltando
ao assunto: daqui há algum tempo será proibido o jogador levantar os braços,
sorrir ou abraçar os companheiros após um gol?
Deixemos o futebol ser o que é. Ele não precisa
de mais nada, pois já existe e é perfeito. O usemos contra a violência, o
racismo, a pobreza, a injustiça, mas não como limitador do sentimento humano.
Viva o palavrão vindo das arquibancadas, viva os protestos, viva o
incompreensível do ódio ao amor em 2 minutos e vice-e-versa. Viva e deixe viver
o futebol.

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