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Meu ouvido sangra quando ouço alguém falar em complô. Não
serei hipócrita, já acreditei nessa ladainha. Até aceito e discuto a teoria de
certos favorecimentos por parte da grande mídia e da CBF, mas da arbitragem
não. O que vivenciamos é uma má qualidade profissional, ou porque não dá
preparação ou porque eles precisam viver de outras coisas. Ninguém, falha
profissionalmente para favorecer alguém. É questão de ego e orgulho. Mas porque
falar sobre isso?
No sábado observamos uma grande polêmica. Depois do árbitro
e dos 4 assistentes validarem o gol de mão de Barcos, atacante do Palmeiras,
contra o Inter, o quarto árbitro e o delegado se meteram e consertaram o erro.
Alguns pontos precisam ser avaliados. Primeiro, o delegado da partida e o
quatro árbitro estão ali para dar suporte, podem se meter. Segundo, a acusação
dos palmeirenses precisa ser ouvida, mas estão fazendo de forma interessada,
pelo desespero. Mas defender um gol de mão não é algo que deva ser feito com
orgulho. No entanto ainda não cheguei onde quero.
Minha abordagem hoje se dá na revolta com a má fé dos
jogadores brasileiros. Questões culturais à parte, devemos entender o esporte
como uma prática mundial. O gol de mão de Barcos e as diversas tentativas de
ludibriar a arbitragem apenas fogem a qualquer espírito esportivo. Além de
exporem mais os fraquíssimos árbitros brasileiros. Devemos, nós e jogadores,
entender que o árbitro faz parte do show, está ali porque assim foi decidido e é
tradicional. Ele não é inimigo do futebol, pelo contrário, está ali para tentar
manter o foco, que é comum a toda modalidade esportiva.
Não estou defendo os homens do apito, mas, apenas querendo
mostrar que eles são fundamentais, e que se não ajudarmos não teremos melhorias.
Até porque o único que se importa com eles é a ANAF (Associação Nacional dos
Árbitros de Futebol) que pratica um corporativismo barato e sem resultados
eficientes. Falta profissionalismo,
investimento, qualificação e compreensão.
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